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Milícia digital do PT ganha espaço no futuro governo
Depois de enfrentar o bolsonarismo nas redes usando as armas do adversário, Janones repete a tática, com status de candidato natural a cargo no 1º escalão
Por Ricardo Chapola
Atualizado em 4 jun 2024, 11h10 – Publicado em 27 nov 2022, 08h00

Na semana que antecedeu o segundo turno das eleições, a coordenação de campanha do PT entrou em estado de alerta máximo.
Pesquisas internas mostravam, pela primeira vez em seis meses, que Jair Bolsonaro aparecia à frente na disputa.
No Palácio do Planalto, os levantamentos apontavam para uma dianteira ainda mais expressiva.
Faltando dez dias para o pleito, euforia e preocupação trocaram de lado.
Lula, como se sabe, venceu por uma diferença de pouco mais de 2 milhões de votos.
Quase um mês depois da derrota, assessores do ex-capitão ainda buscam respostas para tentar explicar o que teria ocorrido na reta final.
“Há muitas opiniões à respeito e um ponto em comum entre elas: a guerrilha travada nas redes sociais foi fundamental para inverter a tendência ascendente de Bolsonaro e decisiva para garantir o resultado a favor do petista.”
Esse diagnóstico é consenso entre os dois lados.
Para além das urnas, no vale-tudo digital que se viu na campanha, marcada por baixarias, uso de táticas rasteiras de desinformação e disseminação de fake news.
Lula levou a melhor.
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